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Entrevista Especial - NO MUNDO DOS FAMOSOS
 


Entrevista Especial com: NEY LATORRACA

 

 

A “Entrevista Especial” de hoje do “No Mundo dos Famosos” é com um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira. Ele já deu vida a marcantes personagens que tem um lugar cativo em nossa memória afetiva... Seja por sua primorosa atuação no teatro, no cinema ou na televisão, por seu imensurável talento ou por seu carisma ele sempre consegue tocar as pessoas com seu trabalho. É por isso que construiu uma sólida carreira se tornando um dos maiores e melhores atores brasileiros de todos os tempos. Meu entrevistado é o querido NEY LATORRACA.

“Eu quero, com os meus trabalhos, agradar o público atingindo a inteligência das pessoas para que através dos meus personagens elas fazem evoluções no seu cotidiano. É pra isso que nós estamos aqui... Para mudar as coisas para o bem!”

(Ney Latorraca)

Jéfferson Balbino: Seu interesse pela carreira artística surgiu por influencia do seu padrinho de batismo, o ator Grande Otelo?

Ney Latorraca: Não Jéfferson... Na verdade ele é meu padrinho de batismo, mas por eu seu filho de artistas, meus pais eram artistas que trabalhavam em Cassino, meu pai era cantor e minha mãe bailarina... Então eu gostava de representar desde pequeno e assim que eu tive a chance de começar a fazer teatro na escola, depois fui fazer a Escola de Arte Dramática da USP. Nunca tive vontade de seguir outra carreira, desde pequeno sempre quis ser ator.

Jéfferson Balbino: Seus primeiros trabalhos na teledramaturgia brasileira ocorreram de maneira tímida, inclusive você chegou a fazer figuração na extinta TV Tupi. Como foi esse período da sua carreira?

Ney Latorraca: Na verdade Jéfferson eu fazia a Escola de Arte Dramática e a Escola não permitia que fizéssemos personagens fixos, só poderíamos fazer depois de formados. Então eu fazia algumas figurações e trabalhava no banco para sobreviver e melhorar meu orçamento.

Jéfferson Balbino: Já na Globo sua estreia ocorreu na novela “Escalada” (1975), onde você viveu o playboy Felipe. Como foi estrear numa novela das oito da emissora?

Ney Latorraca: Comecei a gravar em 1974 e ela estreou em Janeiro de 1975. Foi uma novela do Lauro César Muniz... Antes desse trabalho eu já havia trabalhado na Record. Em 1970 eu fiz umas 4 novelas na Record, lá em São Paulo. Mas era na Record que pertenceu a Paulo Machado de Carvalho e não essa Record que está aí... Eu fiz “O Vento Não Apaga”, “Venha Ver o Sol na Estrada”, “Eu e a Moto”, enfim tudo na Record, fiz algumas novelas na TV Tupi, aí a Globo me chama, eu tinha visto o Lauro numa reunião e ele me disse que estava escrevendo uma novela pra Globo e que indicaria meu nome, aí a Globo me chamou, eu vim e fiquei e nunca mais saí. Fizeram um contrato de 3 meses e estou lá até hoje, mas eu não tinha texto, meu personagem não falava nada, porém, eu estava presente nas cenas mais importantes. Era uma técnica antiga que a Globo usava, chamada contrato de experiência.

Jéfferson Balbino: Você também atuou na novela “O Grito” (TV Globo/1975) que embora tivesse uma proposta inovadora que era retratar a realidade gritante da cidade de São Paulo a trama não foi bem aceita. Mas pra você como foi participar desse projeto?

Ney Latorraca: Foi uma novela do Jorge Andrade, e foi maravilhoso ter participado desse projeto porque foi a primeira vez que trabalhei com o Walter Avancini que foi o maior diretor da televisão brasileira. Eu vinha do elenco de “Escalada” que fez muito sucesso, tinha também no elenco a Elizabeth Savalla que tinha também feito muito sucesso como a Malvina de “Gabriela”, depois fizemos muito sucesso como o par romântico dessa novela das dez. Era uma novela com uma temática diferente que contava a história de uma freira, que foi interpretada pela Glória Menezes, e que teve um filho e o escondia. Agora virou uma novela de grande prestígio, mas na época não obteve êxito não. 

 



Escrito por defrentecombalbino às 18h56
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Entrevista Especial com: NEY LATORRACA

 

 

Jéfferson Balbino: E como surgiu a ideia de batizar a lambreta do Mederix, seu personagem na novela “Estúpido Cúpido” (TV Globo/1976) de ‘Brigite”?

Ney Latorraca: Eu que pedi pra colocar aquele nome, falei com o [Mário] Prata, pedi também pra pintá-la toda de preto e me vesti de preto também. O nome Brigite foi por causa da Brigite Bardot, uma homenagem a ela, achei que seria engraçado conversar com a moto, pedi licença ao Prata que coloco no texto.

Jéfferson Balbino: Na época, como foi pra você a sensação de protagonizar a novela “Sem Lenço, Sem Documento” (TV Globo/1978)?

Ney Latorraca: Ah essa novela foi péssima, porque eu vinha de um sucesso muito grande que foi o Mederix do “Estúpido Cúpido” e a novela não foi bem, mas a gente tem que fazer né?!

Jéfferson Balbino: Mesmo você sendo o protagonista dessa novela ainda assim você não gostou de fazê-la?

Ney Latorraca: É que eu não estava bem... A gente erra, eu não me entendia com o personagem, a novela não deu certo pra ninguém. Se a gente soubesse a fórmula do sucesso, só faríamos sucesso né?!

Jéfferson Balbino: Qual foi a maior dificuldade que você encontrou ao fazer a antológica cena do estupro na novela “Coração Alado” (TV Globo/1980)?

Ney Latorraca: A dificuldade aconteceu porque eu sou magro e naquela época eu era mais magro ainda e eu tinha que convencer o público que tinha verdade naquela cena. E como a Vera Fischer era encorpada eu não teria condições físicas de domá-la então e dei a ideia para o Roberto Talma do meu personagem, o Leandro, colocar um sonífero para dopá-la. Na época foi um escanda-lo essa cena.

Jéfferson Balbino: Como foi ser dirigido pelo grande Walter Avancini nas minisséries: “Anarquistas, Graças a Deus” (TV Globo/1984) e “Rabo de Saia” (TV Globo/1984)?

Ney Latorraca: Eu achava o Walter Avancini severo, mas de uma maneira positiva, porque ele que lançou: Sônia Braga, Regina Duarte, Bruna Lombardi... Então quando eu passo pelas mãos dele é que eu viro um protagonista na televisão brasileira. Quem lembra muito ele é o Luís Fernando Carvalho com quem eu trabalhei recentemente no especial “Alexandre e Outros Heróis”. Ele é da mesma escola, porque chegou a trabalhar com ele.

Jéfferson Balbino: Vários entrevistados meus já disseram que o Walter Avancini não permitia que o ator inserisse ‘cacos’ em seus diálogos... Mas ele como diretor chegava a mudar o roteiro escrito pelo ator?

Ney Latorraca: Não... Ele trabalhava com o autor. Por exemplo, na adaptação de “Memórias de um Gigolô” ele e o Walter George Durst trabalharam juntos. Sentaram na mesa pra traçar o que eles iam levar. E quando ele chegava ao estúdio já vinha com a cena toda marcada no texto.

Jéfferson Balbino: Além dessas, você ainda atuou nas minisséries: “Avenida Paulista” (TV Globo/1982), “Grande Sertão: Veredas” (TV Globo/1985), “Memórias de um Gigôlo” (TV Globo/1986) e “A Casa das Sete Mulheres” (TV Globo/2003). Você que atuou nas principais minisséries da história da teledramaturgia brasileira acredita que as minisséries, por serem um produto televisivo de alta qualidade, deformaram um pouco a telenovela, tornando seu público mais exigente, e consequentemente, exigindo mais dos autores, diretores e atores?

Ney Latorraca: O que carrega a televisão brasileira, principalmente a TV Globo são as novelas que são o carro-chefe da casa, as minisséries e os seriados entram como um exercício de teledramaturgia, de direção de arte, de figurino, mas cada uma tem espaço... 

 



Escrito por defrentecombalbino às 18h55
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Entrevista Especial com: NEY LATORRACA

 

 

Jéfferson Balbino: Você também atuou em “Eu Prometo” (TV Globo/1983) que foi a última novela escrita pela magistral Janete Clair. Você chegou a ter algum contato com a autora nessa reta final da vida dela?

Ney Latorraca: Eu falava com ela pelo telefone... Pra falar coisas boas, sobre festas... Quando ela morreu foi um choque para o Brasil todo e quem entrou no lugar dela foi a Glória Perez com o Dias Gomes.

Jéfferson Balbino: Que elemento cênico não pode faltar em um personagem seu?

Ney Latorraca: Que pergunta difícil... Mas eu acho que tem que ter vitalidade, vigor. Não pode ser um personagem apático, tem que ter vida.

Jéfferson Balbino: Qual foi o seu trabalho no Cinema que mais lhe marcou?

Ney Latorraca: Eu já ganhei por meu trabalho no Cinema o prêmio “Coruja de Ouro”... Tem muita coisa, tem “Tieta” com direção do Saraceni, tem a versão cinematográfica do “Irma Vap” com a direção da Carla Camurati, eu gosto da “Ópera do Malandro”, “A Fabula da Bela Palomera”...

Jéfferson Balbino: E no Teatro?

Ney Latorraca: Acho que no Teatro o mais importante foi o “Irmã Vap” que foi uma peça que começamos sem patrocínio, com uma ideia de uma peça que a Marília Pêra viu na Broadway e chamou o [Marco]Nanini e ficamos durante 11 anos em cartaz com o mesmo elenco e fomos parar no Guiness. Foi uma mudança na minha vida, poucas pessoas sabem o valor do dinheiro porque se vive muito na base do sacrifício tendo sempre que fazer teatro, cinema e TV pra sobreviver e com o sucesso da “Irma Vap” eu consegui virar uma pessoa mais tranquila em relação a dinheiro, não sequestrável, pude comprar um apartamento pra minha mãe, um casa no Rio e um apartamento em São Paulo. Não conseguíamos patrocínio depois que a peça fez o maior sucesso todo mundo queria entrar...

Jéfferson Balbino: Que lembranças você tem do Escadinha seu personagem na novela “Partido Alto” (TV Globo/1984)?

Ney Latorraca: Foi uma participação muito pequena que eu fiz. Escadinha na época estava uma loucura na mídia porque ele tinha escapado do presídio a Ilha Grande e a Glória colocou esse personagem na novela e eu fiz. E a chamada da novela trazia assim: “O Ney Latorraca fazendo hoje o Escadinha na novela...”. Era engraçado isso!

Jéfferson Balbino: Um dos seus maiores sucessos em novelas é o marcante personagem Volpone da novela “Um Sonho a Mais” (TV Globo/1985). O que esse trabalho representa na sua carreira?

Ney Latorraca: Foi difícil porque tinha dias que eu ficava o dia inteiro na Globo chegava as 5 da manhã e ia embora meia noite porque tinha que colocar e tirar a maquiagem e o figurino de cada uma das 3 personagens. Tem dias que eu tinha  personagens ao mesmo tempo, é claro que como ator pra mim foi ótimo. Agora acho que não teria pique pra isso...

Jéfferson Balbino: E como você criou a aparência física do Barbosa, o seu célebre personagem da “TV Pirata” (TV Globo/1988)?

Ney Latorraca: Aquilo eu fazia para os meus primos na infância, quando eu tinha 10 anos eu brincava de fazer aquele velhinho. Quando fui grava pedi permissão pra fazer esse velhinho que eu fazia quando eu era criança e ficou.

Jéfferson Balbino: Querido, a sensação que dá é que a cada trabalho você acrescenta algo que não estava pré-definido no roteiro. É isso mesmo?

Ney Latorraca: Cada ator tem seu tipo de encarar o trabalho. Eu venho com um cero exagero positivo e se eles não gostarem vão cortando.

Jéfferson Balbino: Você também trabalhou no SBT atuando nas novelas: “Brasileiras e Brasileiros” (1990) e “Éramos Seis” (1994). Como foi realizar esses trabalhos na emissora?

Ney Latorraca: “Brasileiras e Brasileiros” foi devido a direção do Avancini, onde saí da Globo pra fazer e depois pedi pra voltar. E “Éramos Seis” eu fiz a participação onde eu fui liberado pela Globo. Fiz um palhaço, porque eu queria ajudar o Retiro dos Artistas e o Silvio Santos deu um cachê que eu doei. Me cederam por conta disso, mas foi uma participação de 2 dias e que ficou bonito.

 



Escrito por defrentecombalbino às 18h54
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Entrevista Especial com: NEY LATORRACA

 

 

Jéfferson Balbino: À que você atribui o imenso sucesso do Conde Vlad seu personagem na novela “Vamp” (TV Globo/1991)?

Ney Latorraca: Acho que foi porque pegou as crianças e as crianças que decidem o que a família vai ver.

Jéfferson Balbino: Quando você termina de gravar uma novela, como você se sente em ter que deixar o personagem que o acompanhou durante alguns meses? Você chega a se sentir um pouco órfão?

Ney Latorraca: Não, pelo contrario. Porque ele fica na minha memória. Eu não acredito nessa história de levar pra casa o personagem. É claro que na hora que eu levanto para gravar o personagem já esta existindo dentro de mim, mas terminei de gravar já deixou ele no set... Sinto saudades só dos colegas mesmo!

Jéfferson Balbino: E o que você destacaria do vilão Silas Vadan que você fez na novela “Zazá” (TV Globo/1997)?

Ney Latorraca: Foi péssimo aquilo... Não deu certo, o personagem era bom, mas eu não consegui fazer direito, acredito que era porque esse trabalho foi logo após a morte da minha mãe... Eu estava muito fragilizado!

Jéfferson Balbino: E em relação ao texto do texto do Lauro...

Ney Latorraca: O texto do Lauro era maravilhoso. Eu sempre gostei muito dos trabalhos do Lauro. Ele se formou na USP na mesma época que eu, ele e o Jorge Andrade, cada um numa época...

Jéfferson Balbino: Quando eu estive no apartamento da atriz Eva Todor para entrevista-la ela me disse à alegria que teve ao contracenar com você na novela “O Cravo e a Rosa” (TV Globo/2000). E pra você, como foi contracenar com essa maravilhosa atriz?

Ney Latorraca: Ela vem de uma escola em que ela que ensina nós todos... O tempo dela de comédia é muito bom. A gente aprende o tempo todo com ela, com a Bibi Ferreira, são escolas de teatro. Eu que aprendi com ela o ritmo e o time, porque ela tinha uma companhia de comédia então é muito boa nisso, e isso aliado a química com a [Maria] Padilha e com o [Rodrigo] Faro... A novela toda foi boa, o elenco era bem escalado e tinha a direção do Avancini.

Jéfferson Balbino: Por falar em “O Cravo e a Rosa” essa novela foi reprisada pela segunda vez na sessão “Vale a Pena Ver de Novo”. Como foi rever esse trabalho após 13 anos?

Ney Latorraca: Eu achei engraçado... Mas eu não gosto de me ver, porque sou muito critico. Depois de algum tempo que eu gosto de me ver... Lembro que uma vez o Celso Nunes veio passar uns dias com a família aqui em casa e eu coloquei todos os meus VHS de trabalhos antigos para o Gabriel [Braga Nunes] assistir e depois fiquei pensando como o entediei que a época devia ter uns 8/10 anos (risos).

Jéfferson Balbino: Você também guardar seus scripts dos trabalhos que você faz?

Ney Latorraca: Geralmente sim. Mando encadernar com aquela capa dura e guardo. Esse roteiro mesmo do “Alexandre e Outros Heróis” é uma coisa que vou guardar para o resto da vida porque foi um trabalho especial pra mim, está todo decupado, com marcações...

Jéfferson Balbino: Em relação aos diversos sitcom’s que você fez como: “Brava Gente” (TV Globo/2002), “O Sistema” (TV Globo/2007), “Faça sua História” (TV Globo/2007), “Casos e Acasos” (TV Globo/2008), “S.O.S. Emergência” (TV Globo/2010) e “A Grande Família” (TV Globo/2011). Nesses trabalhos rápidos você consegue compor bem seus personagens?

Ney Latorraca: Tem porque é uma obra fechada, como uma peça de teatro tem começo, meio e fim não é como a novela que é uma obra aberta onde seu personagem pode começar como um advogado e terminar como uma bailarina do teatro municipal. Em “O Sistema” eu, a Zezé Polessa e Betty Gofman batíamos o texto, pois tínhamos o tempo que em novela não há. Então é possível estudar antes e ouvir o colega de cena, saber como ele respira e o tipo de pausa que ele dá...

Jéfferson Balbino: E dar vida ao vampiro Nosferatu em “O Beijo do Vampiro” (TV Globo/2002) foi tão gratificante como ter vivido o Vlad de “Vamp”?

Ney Latorraca: Foi menos, mas foi bom reviver um vampiro. 

 



Escrito por defrentecombalbino às 18h53
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Entrevista Especial com: NEY LATORRACA

 

 

Jéfferson Balbino: E qual foi sua fonte de inspiração pra interpretar o ‘trambiqueiro’ Edu na novela “Da Cor do Pecado” (TV Globo/2004)?

Ney Latorraca: Aquele núcleo parecia que era uma novela dentro da novela. Eu até tinha esquecido que eu era pai da personagem da Giovanna Antonelli, pois a gente nem a via. E ela era a vilã da novela então esse núcleo passou não ser apenas cômico, mas o apêndice da novela, e deu super certo eu, a Maitê Proença e a Graziela Moretto. Eu sou muito amigo da Maitê e com esse trabalho ficamos ainda mais amigos, a gente gravava aos risos, vivia na gargalhada. Mas não havia nenhuma fonte de inspiração até porque eu não tenho contato com esse tipo de gente (risos).

Jéfferson Balbino: Qual a sua atitude quando você faz parte do elenco de uma novela que fiasca na audiência como foi o caso de “Bang Bang” (TV Globo/2005) que além da baixa audiência ainda era o alvo da crítica especializada?

Ney Latorraca: Eu fico triste quando a novela não faz sucesso... Era uma proposta boa do [Mário] Prata, mas que não pegou, mas era bem feita com figurinos lindos e bom elenco. A gente tem que correr esses riscos para poder acertar...

Jéfferson Balbino: Você também deu um show de interpretação na novela “Negócio da China” (TV Globo/2008). O que você ressaltaria do texto do nosso querido e mega talentoso Miguel Falabella?

Ney Latorraca: Era um personagem bom aquele... O Miguel lida muito com o neo-realismo brasileiro com personagens do subúrbio. Ele conta a história do nosso país sem nenhuma superficialidade. O Miguel é generoso com os personagens, com o seu texto, com as pessoas e isso acaba resultando no trabalho dele. Eu sou apaixonado por ele.

Jéfferson Balbino: O especial “Alexandre e outros Heróis” (TV Globo/2003) marcou seu retorno após o longo período de ausência que você foi submetido para tratamento de saúde... ´Houve muito sacrifícios em decorar mais de 70 páginas? E você usou alguma técnica pra isso?

Ney Latorraca: Decorei mesmo... Técnica não... Eu estudei o texto daqui desse meu escritório onde eu estou falando com você. Vou estudando aos poucos, depois faço intervalo onde digo que me presenteio indo caminha na Lagoa... Mas valeu a pena!

Jéfferson Balbino: Além de propiciar seu retorno pra TV o que lhe mais foi gratificante na realização desse trabalho?

Ney Latorraca: Acho que foi o carinho em que eu fui recebido pela Imprensa, eu estava muito bem cercado pelo elenco e por toda a produção e direção. Foi um presente que eu ganhei.

Jéfferson Balbino: O que você acredita ser sua maior contribuição na história da teledramaturgia brasileira?

Ney Latorraca: Acho que poder mudar os personagens com as minhas histórias e poder acrescentar alguma coisa para a sociedade, mudar através da teledramaturgia ou da comédia o do drama e trazer uma atitude minha como ator. Se eu puder mudar uma pessoa com o meu trabalho eu já me dou vitorioso. Eu quero, com os meus trabalhos, agradar o público atingindo a inteligência das pessoas para que através dos meus personagens elas fazem evoluções no seu cotidiano. É pra isso que nós estamos aqui... Para mudar as coisas para o bem!

 



Escrito por defrentecombalbino às 18h52
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Entrevista Especial com: NEY LATORRACA

 

 

Jéfferson Balbino: Tem algum personagem feito por outro ator que você gostaria de ter feito se fosse possível?

Ney Latorraca: O Vadinho que o [José] Wilker fez no filme “Dona Flor e Seus 2 Maridos”, o Cyrano de Beterrac que o [Antônio Fagundes] fez no teatro, foram bons personagens que eles fizeram e que fizeram muito bem.

Jéfferson Balbino: Quais são suas perspectivas em relação ao futuro da teledramaturgia brasileira e de sua carreira?

Ney Latorraca: Eu não gosto de ficar fazendo planos. O plano que eu tenho agora é fazer no Teatro a peça “Entredentes” eu e o Edi Botelho.

Jéfferson Balbino: E quem são seus ídolos na dramaturgia brasileira?

Ney Latorraca: São meus professores da Escola de Teatro... Walmor Chagas, Raul Cortez, Cacilda Becker e os jovens que estão vindo aí... Eu gosto muito do Daniel de Oliveira – sou fã dele. Gosto também da Giulia Gam... Depois que alguns artistas chega numa certa idade eles tem mania de criticar, ou melhor, invejar a beleza dessa nova geração de atores que estão chegando, o que não pode acontecer. Da mesma forma que o Cauã [Reymond] fez sucesso com “Amores Roubados” no passado eu também fiz com “Rabo de Saia”. E essa nova geração também ajuda a manter o nosso trabalho, assim como eu fiz o que ele está fazendo agora ele também fará no futuro fará o que eu estou fazendo. Não se faz televisão só com museus – porque eu me considero da fase museu. E não são apenas bons atores são também bonitos. Tem atores bons em “Malhação”...

Jéfferson Balbino: E o que você acredita ser sua maior contribuição para o seu ofício?

Ney Latorraca: A alegria... O meu tipo de humor que eu trouxe e a certeza de que fica.

Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos: Quais foram as melhores novelas que você já assistiu?

Ney Latorraca: Sabe Jéfferson uma novela que eu assisti e que fez muito bem pra mim? “Salve Jorge”! Porque foi quando eu fiquei doente e eu comecei a assistir. Eu até liguei pra ela, mesmo sem ter intimidade com ela, mesmo sem nunca ter feito isso antes, tanto que eu nem tinha o telefone dela, consegui lá no RH da Globo. E falei pra ela que a novela foi uma companhia muito boa e assisti sem ler críticas. Não gosto de assistir nada com base em crítica, gosto de assistir como público para ver os meus colegas. Não sou noveleiro convicto, mas vejo porque é a minha profissão. Tenho que assistir também até mesmo para prestigiar meus colegas, mas não fico grudado vendo novela das 17 horas até às 23 horas...

Jéfferson Balbino: E já tem data pra retornar as novelas?

Ney Latorraca: Por enquanto não!

Jéfferson Balbino: Querido nem tenho palavras suficientes pra lhe agradecer... Muito obrigado por conceder essa entrevista ao “No Mundo dos Famosos”. Obrigado por tudo que você fez e continuará fazendo em prol da nossa adorada teledramaturgia brasileira. Parabéns pela brilhante trajetória, um grande abraço e muito mais sucesso!

Ney Latorraca: Obrigado querido... Um abraço Jéfferson, fica com Deus e tudo de bom pra você!

 



Escrito por defrentecombalbino às 18h51
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PRÓXIMO ENTREVISTADO: NEY LATORRACA



Escrito por defrentecombalbino às 18h49
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