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Entrevista Especial - NO MUNDO DOS FAMOSOS
 


Entrevista Especial com MARCOS BERNSTEIN

 

Meu entrevistado de hoje aqui “No Mundo dos Famosos” é com um dos mais renomados roteiristas do Brasil. Participou do roteiro de grandes clássicos do Cinema brasileiro como o longa “Central do Brasil” que foi indicado ao Oscar no final dos anos 1990. Recentemente ele vem se dedicando aos roteiros de televisão como na série “A Cura” e na novela “A Vida da Gente”. E atualmente faz sua estreia como autor titular na atual novela das sete “Além do Horizonte”. Minha “Entrevista Especial” é com o autor MARCOS BERNSTEIN.

“Todo trabalho é uma expressão de inquietações e fantasias de quem escreve e dirige.”

(Marcos Bernstein)

Jéfferson Balbino: Marcos, como surgiu seu interesse pela carreira artística?

Marcos Bernstein: Eu sempre fui apaixonado por cinema, acompanhava os cineclubes, era um cinéfilo. Aí tinha o desejo de contar as minhas próprias histórias. O desejo veio daí, ter a oportunidade de narrar sob a minha perspectiva, dirigindo ou escrevendo.

Jéfferson Balbino: Você acumula um extenso e glorioso currículo no Cinema Brasileiro. O que você destacaria da sua carreira cinematográfica?

Marcos Bernstein: Essa pergunta é sempre difícil, mas tem filmes que tem uma importância maior, de algum modo alteraram o rumo da sua carreira, como “Terra Estrangeira”, meu primeiro filme, “Central do Brasil”, que foi indicado ao Oscar e que consolidou minha trajetória, o “Outro Lado da Rua”, meu primeiro filme como diretor, “ Chico Xavier”, meu maior sucesso de público e, mais recentemente, “Faroeste Caboclo”, minha primeira experiência num gênero diferente, um filme quase de ação.

Jéfferson Balbino: Como foi o processo de criação do roteiro do longa “Central do Brasil” (1998)? E o que você acredita ter faltado para o filme ter ganhado o Oscar?

 

Marcos Bernstein: Foi uma parceria bacana entre mim e o João Emanuel Carneiro, que é meu amigo há muitos anos. “Central” tem uma história emocionante, uma direção primorosa. A questão de ganhar ou não o Oscar envolve vários fatores, mas, em última análise, mais gente que votou gostou mais do outro filme.



Escrito por defrentecombalbino às 12h24
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Entrevista Especial com MARCOS BERNSTEIN

 

Jéfferson Balbino: A que você atribui o imenso sucesso do filme “Zuzu Angel” (2006)?

Marcos Bernstein: Zuzu foi uma mulher guerreira, uma mãe que lutou e morreu pelo seu filho. É uma heroína, que foi uma voz dissonante num tempo negro da história recente do Brasil. A história dela é linda, tocante.

Jéfferson Balbino: Certa vez eu entrevistei o cineasta Cacá Diegues e ele me disse que ‘o público está voltando a gostar e a respeitar o cinema brasileiro, e isso se prova pelo crescente sucesso de bilheteria de nossos filmes...’. Você concorda com a afirmação do Cacá?

Marcos Bernstein: O diálogo com o público brasileiro é uma permanente conquista, até pela força econômica e qualidade da concorrência. Nossa tarefa é oferecer filmes de cada com cada vez mais qualidade e diversidade.

Jéfferson Balbino: Já quando eu entrevistei o novelista Aguinaldo Silva, que assim como você também escreveu roteiros de diversos filmes, ele me disse: “O problema do cinema brasileiro é que eles pagam uma merreca e depois o diretor ainda destrói o trabalho do roteirista. Sabia que no cinema brasileiro o diretor é sempre co-roteirista e com isso fatura como diretor e como roteirista?...”. Você que além de roteirista também já exerceu a função de diretor, acredita que o mérito de um longa recai somente ao diretor?

Marcos Bernstein: É legítimo dizer que as duas maiores forças criativas de um filme normalmente são o roteirista e o diretor.  Às vezes, a eles se juntam o produtor, mas cada filme tem sua dinâmica, o input criativo entre eles pode variar enormemente. No meu caso, nas poucas vezes em que dividi créditos com diretores, isso refletiu a realidade da construção do roteiro. Por outro lado, há muitos roteiristas com menor poder de negociação do que eu e que acabam sendo obrigados a dividir créditos com diretores que não merecem, e isso é uma prática que deveria ser coibida.

Jéfferson Balbino: E, quais são suas perspectivas em relação ao futuro do Cinema brasileiro?

Marcos Bernstein: Eu pretendo continuar dirigindo filmes e escrevendo roteiros.

Jéfferson Balbino: Como surgiu o convite pra você integrar a equipe de roteirista da série “A Cura” (TV Globo/2010)?

 

Marcos Bernstein: Eu e o João Emanuel Carneiro somos parceiros há muito tempo. Num encontro, ele sugeriu fazermos algum projeto juntos para a televisão e daí tivemos a ideia que originou “A Cura”. 



Escrito por defrentecombalbino às 12h23
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Entrevista Especial com MARCOS BERNSTEIN

 


Jéfferson Balbino: Você também foi um dos autores da maravilhosa novela “A Vida da Gente” (TV Globo/2012), e nesses meses atrás eu entrevistei a nossa querida atriz Nicette Bruno que deu um show de interpretação nessa novela como a Vó Iná. E eu perguntei a ela se aquela personagem foi escrita especialmente pra ela, já que havia caído como uma ‘luva’ pra ela, era uma espécie de alter ego dessa maravilhosa atriz, e ela concordou comigo que se identificava totalmente com a personagem, porém, não sabia se havia escrito esse papel já pensando nela. Por isso gostaria que você solucionasse essa indagação e nos dissesse que avaliação final você faz do trabalho dessa magistral atriz nessa novela?

 

Marcos Bernstein: Eu não saberia te responder se o papel foi escrito originalmente para ela, só a Lícia Manzo pode dizer com certeza. Mas independente disso, a Nicette, com seu talento, tornou o papel unicamente seu.

 

Jéfferson Balbino: Como é a responsabilidade de ter que escrever novela para todas as classes sociais?

 

Marcos Bernstein: A novela é uma obra de alcance sem igual, você fala ao mesmo tempo com milhões de pessoas de todo o país, de todos os lugares do país. Isso é incrível e delicado, porque envolve uma responsabilidade muito grande. Mas a experiência tem sido ótima.

 

Jéfferson Balbino: Você é um escritor intuitivo ou pára pra pensar, pesquisar e traçar os rumos de sua história?

 

Marcos Bernstein: É sempre necessário planejar, pensar o caminho a ser seguido. Faz parte do processo. Da mesma forma, o dia-a-dia às vezes exige uma agilidade que coloca o planejamento em segundo plano e temos que contar com a intuição e a experiência.

 

Jéfferson Balbino: Como está sendo a parceria com o Carlos Gregório na autoria e com nosso querido Sérgio Marques na colaboração de “Além do Horizonte” (TV Globo/2013)?

Marcos Bernstein: O Carlos Gregório é um parceiro e tanto, é muito bom trabalhar com ele. Já nos conhecíamos de longa data, mas estreitamos nossa relação durante a novela “A Vida da Gente”. E ter o Sérgio Marques como colaborador é um luxo!

Jéfferson Balbino: O que você acredita ter acontecido para “Além do Horizonte” não conquistar a audiência que merece? O ibope está sendo o termômetro de vocês para impulsionar a narrativa?

 

Marcos Bernstein: Nós sabíamos desde o começo que estávamos arriscando, na medida em que propomos um gênero inexplorado neste horário. E, como toda proposta nova, exige um olhar atento tanto dos autores quanto dos expectadores, um período no qual tanto os autores precisam descobrir a melhor maneira de se comunicar com seu público, quanto o público cria o hábito de acompanhar esta nova proposta. O ibope é um dos grandes indicadores que balizam esta comunicação de um com o outro. 



Escrito por defrentecombalbino às 12h22
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Entrevista Especial com MARCOS BERNSTEIN

 

Jéfferson Balbino: Na festa de lançamento da novela “Além do Horizonte” eu conversei com a nossa querida Carolina Ferraz e ela medisse que sua personagem, Tereza, será uma grande vilã. O que o público pode esperar dessa vilã? E o que você ressaltaria do trabalho dessa belíssima e competente atriz?

Marcos Bernstein: Tereza, a personagem de Carolina, é uma vilã fria. A interpretação dela está irretocável e ela tem feito uma excelente parceria com Alexandre Nero e com Antônio Calloni.

 

Jéfferson Balbino: E o que o público pode esperar nesses momentos decisivos da novela que logo caminha para a reta final?

 

Marcos Bernstein: Pode esperar ainda mais ação, mais romance e mais aventura!

 

Jéfferson Balbino: Como é o seu contato com os atores de sua novela? Chega a ligar dando dicas de como interpretar determinada situação?

 

Marcos Bernstein: Somos todos parceiros nessa jornada. Existe um canal aberto de comunicação, de parte a parte.

 

Jéfferson Balbino: Uma das coisas mais fascinantes na carreira de novelista é essa possibilidade de brincar de ser Deus... Como é a responsabilidade de definir o destino de várias personagens, embora sejam vidas ficcionais?

 

Marcos Bernstein: É divertido e ao mesmo tempo perigoso. Depois de alguns meses, aquele personagem não é só seu, mas também de milhões de pessoas, o público. É interessante ter que equalizar essa balança.

 

Jéfferson Balbino: Algum personagem que você tenha escrito já lhe serviu de alter ego?

Marcos Bernstein: Todo trabalho é uma expressão de inquietações e fantasias de quem escreve e dirige. Naturalmente isso resvala nas coisas que eu realizo.

Jéfferson Balbino: Antes de finalizarmos: Quais foram as melhores novelas que você já assistiu?

Marcos Bernstein: “Vale Tudo”, “Roque Santeiro”, “Por Amor”, “Belíssima”, “Quer Rei Sou Eu?”, “Os Imigrantes”, “A Favorita” são algumas novelas que me vêm mais imediatamente à cabeça, mas há várias outras que corro o risco de estar deixando de citar.

Jéfferson Balbino: Querido, foi uma honra te entrevistar, parabéns por tudo que você fez em prol do nosso Cinema e por tudo que você vem fazendo em prol da nossa teledramaturgia. Parabéns pela brilhante carreira, abraços e muito sucesso!

 

Marcos Bernstein: Obrigado Jéfferson! Até a próxima. Abraço!

 

Entrevista publicada no site em 04/03/2013.



Escrito por defrentecombalbino às 12h20
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Próximo Entrevistado: MARCOS BERNSTEIN



Escrito por defrentecombalbino às 20h40
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